Durante a transmissão ao vivo de um dos testes de voo da nave Starship, desenvolvida pela SpaceX, uma série de eventos visuais na órbita terrestre chamou a atenção de entusiastas da exploração espacial e de investigadores de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP's).
Com câmeras de alta definição instaladas no exterior do veículo, a transmissão registrou desde pequenas anomalias luminosas em ambiente de microgravidade até à impressionante formação de plasma na reentrada atmosférica.
O Registo Orbital -- O Ponto Luminoso e a "Estrutura Alongada".
Logo após o corte dos motores principais (SECO - Second-stage Engine Cut-Off), a câmera lateral registrou o corpo da Starship contra a curvatura azul da Terra.
Neste trecho, um ponto luminoso acompanhado por uma formação de aspeto cilíndrico e silhuetado surgiu no horizonte espacial. Nas redes digitais, a aparição foi comparada por alguns pesquisadores a uma estrutura de grandes dimensões ou "nave-mãe".
A proximidade de um pequeno "orb" a mover-se paralelamente à nave alimentou teorias sobre monitorização não identificada no espaço.
Estabilização e Exaustão do Sistema RCS.
Aproximadamente aos 12 minutos de voo, as imagens mostram a seção inferior da nave a expelir um jato brilhante de gás comprimido.
Este procedimento corresponde à atuação do Sistema de Controle de Atitude (RCS - Reaction Control System), que utiliza pequenos propulsores laterais para purgar resíduos de propelente (oxigênio e metano líquido) e ajustar a orientação espacial da Starship em microgravidade.
A Reentrada Hipersônica e a Nuvem de Plasma.
Já na fase final do teste, por volta dos 50 minutos de voo, a câmera registrou o início do regresso da nave às camadas superiores da atmosfera.
A velocidades hipersônicas (próximas de Mach 25), a compressão extrema do ar gerou um escudo de plasma purpúreo em redor da fuselagem, libertando pequenos fragmentos incandescentes do revestimento térmico e criando um espetáculo visual de ionização atmosférica.
Análise Técnica -- As Hipóteses para o Objeto Não Identificado.
Para explicar a anomalia visual observada no início da transmissão orbital, analistas e especialistas em tecnologia espacial trabalham com diferentes cenários.
A Hipótese Mais Provável.
Ventilação Cryogenic e Cristais de Gelo -- A explicação principal para o fenômeno observado é a purga de resíduos de propelente pelos propulsores RCS. Em microgravidade, os gases expelidos congelam instantaneamente, formando uma nuvem de micro cristais e pequenos fragmentos congelados que viajam exatamente ao mesmo vetor de velocidade da Starship.
Sob iluminação solar direta, estas partículas criam a ilusão ótica de uma estrutura alongada acompanhada por um pequeno ponto brilhante.
Hipóteses Secundárias.
Detritos Orbitais / Lixo Espacial : Fragmentos de satélites ou estágios de foguetes antigos em órbitas cruzadas iluminados pela luz solar refletida.
Artefatos Ópticos (Lens Flare) : Reflexos internos na lente da câmera provocados pelo ângulo de incidência da luz solar em relação ao horizonte terrestre.
Sombra Térmica e Refração de Plumas : Interação entre os gases de exaustão e a radiação solar, gerando formas simuladas pela refração no vácuo.
A transparência das transmissões em direto de missões espaciais permite um escrutínio detalhado por parte do público e de investigadores.
Se por um lado a reentrada hipersônica e a exaustão de sistemas mostram a física espacial em ação, por outro, os artefatos visuais e nuvens de gelo em órbita demonstram como ilusões óticas podem ser facilmente confundidas com estruturas anômalas.
O estudo rigoroso de dados de telemetria continua a ser a ferramenta indispensável para separar fenômenos operacionais conhecidos de potenciais UAP's.
Fonte Consultada : SpaceX / Starship CO.
GBUcast.
UAP's Starship Anomalias Voo Análise
Fonte : Grupo Brasileiro de Ufologia (2026).
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