quarta-feira, 17 de junho de 2026

"China e Rússia: Dois Pesos Duas Medidas e UAP's !"

 


Duas Potências e Dois Mistérios sobre Programas de UAP's.



A existência de programas de recuperação de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs/OVNIs) na China e na Rússia é tratada sob o mais estrito sigilo de segurança nacional. Embora ambos os governos neguem oficialmente a posse de tecnologias de origem não humana, relatórios de inteligência ocidentais e depoimentos de whistleblowers (como o ex-oficial de inteligência dos EUA, David Grusch, em suas declarações ao Congresso americano) apontam para uma "Guerra Fria oculta" na tentativa de capturar e estudar esses objetos.

China : O Uso de Inteligência Artificial e "Condições Aéreas Não Identificadas".

O Termo Oficial : O Exército de Libertação Popular (ELP) não utiliza termos populares. A designação militar oficial para esses fenômenos é "Condições Aéreas Não Identificadas" (Unidentified Air Conditions - Bùmíng kōng qíng).

O Programa Atual : A China possui uma força-tarefa militar altamente automatizada. Desde 2019, sob a liderança de pesquisadores da Academia de Alerta Antecipado da Força Aérea do ELP, o país integra Inteligência Artificial (IA) para analisar e cruzar dados de radares, satélites e avistamentos de pilotos.

Doutrina de Captura : O objetivo primordial do programa é a detecção precoce e o isolamento de qualquer destroço ou objeto que caia em suas águas territoriais ou zonas de influência (como o Mar do Sul da China). O ELP opera sob o pragmatismo de que qualquer anomalia física representa um risco de segurança ou uma oportunidade de salto tecnológico.

Rússia : A Herança do GRU e da Defesa Aeroespacial.

O Cenário Atual : Após o colapso soviético, os arquivos e a governança das anomalias aeroespaciais foram centralizados no GRU (Inteligência Militar) e em divisões especializadas do Ministério da Defesa.

Reconhecimento Indireto : Em 2022, o ex-diretor da agência espacial russa (Roscosmos), Dmitry Rogozin, admitiu publicamente que a Academia de Ciências da Rússia estava revisando dados históricos de UAPs, confirmando que pilotos militares russos frequentemente encontravam objetos com capacidades físicas inexplicáveis.

Foco Estratégico : Os programas russos atuais funcionam de forma reativa e defensiva, monitorando assinaturas de radar anômalas, particularmente nas regiões do Ártico e da Sibéria, áreas de testes militares estratégicos.

Décadas de Recuperação e Manipulação de Tecnologia Furtiva.

Durante a Guerra Fria e as décadas que se seguiram, tanto a URSS quanto a China focaram esforços na tentativa de replicar assinaturas de radar e dinâmicas de voo observadas em UAPs para alimentar seus próprios programas de blindagem e tecnologia furtiva (stealth).

União Soviética e Rússia.

O Projeto Setka (1978–1991) : Este foi o maior esforço governamental institucionalizado da história soviética para o estudo de UAPs, desencadeado após o "Fenômeno de Petrozavodsk" em 1977. Criado pelo Complexo Militar-Industrial e pela KGB, dividia-se em :

Setka-MD : Braço do Ministério da Defesa para estudar os impactos técnicos e militares no ambiente aeroespacial.

Setka-AS : Braço da Academia de Ciências para desvendar a física por trás da propulsão e da luz emitida por esses objetos.

Casos de Recuperação Notáveis.

Dalnegorsk (Altura 611) em 1986 : A queda de um objeto esférico resultou na coleta de ligas metálicas anômalas por cientistas soviéticos. Foram encontradas redes de malha fina de silício e esferas metálicas com propriedades de resistência térmica extremas, que serviram de base para estudos de blindagem e materiais absorventes de radar (RAM).

Os "Arquivos Azuis" da KGB : Documentos vazados e parcialmente liberados na década de 1990 confirmaram que o comando militar soviético ordenava a busca ativa por fragmentos de objetos acidentados para tentar decifrar a "propulsão sem meios visíveis" e os campos de força eletromagnéticos.



Complexo Lop Nur - A Inóspita Área 51 da China.


República Popular da China.

A Transição dos Anos 1980 : Inicialmente, a China permitiu a criação de associações civis de pesquisa (como a CURO), sob a tutela de cientistas de elite como Qian Xuesen (pai do programa espacial chinês). No entanto, à medida que a tecnologia furtiva se tornou a espinha dorsal da guerra aérea moderna, o tema foi completamente absorvido pelo sigilo militar.

O Salto em Tecnologia Assimétrica : Analistas de defesa ocidentais especulam se a evolução acelerada da China em tecnologia hipersônica, blindagem de plasma e metamateriais nas últimas duas décadas decorre apenas de espionagem cibernética industrial ou se há o componente de engenharia reversa aplicada a materiais exóticos capturados em território asiático.

 Histórico do Passado dessas Nações sobre OVNIs.

A evolução histórica da União Soviética e da Rússia na abordagem dos Fenômenos Anômalos Não Identificados, iniciou-se entre as décadas de 1950 e 1970, com uma postura de censura estrita e paranoia. O assunto era publicamente classificado como propaganda ideológica ocidental, embora os militares documentassem rigorosamente os casos nos bastidores por temor de que fossem aeronaves espiãs norte-americanas. 

Esse cenário mudou drasticamente nos anos 1980 com a política de abertura da Glasnost, quando o governo afrouxou o controle e permitiu que agências de notícias oficiais cobrissem eventos de grande repercussão, ao mesmo tempo em que investigações oficiais revelavam incidentes graves de interferência desses fenômenos em sistemas de mísseis nucleares. Já no século XXI, com a ascensão de Vladimir Putin, o país passou por um processo de remilitarização e retorno ao silêncio, resultando no trancamento dos arquivos e no redirecionamento do tema para a inteligência de defesa estrita.

Por outro lado, a República Popular da China trilhou um caminho focado inicialmente em preceitos ideológicos. Entre os anos 1950 e 1970, sob o comando de Mao Tsé-Tung, o assunto era ativamente desencorajado e enquadrado no materialismo dialético, fazendo com que todos os relatos fossem explicados como fenômenos atmosféricos ou ilusões. Na década de 1980, o país experimentou o chamado boom ufológico decorrente da abertura política e econômica. 

O interesse público explodiu e revistas especializadas alcançaram tiragens milionárias, uma atividade que era tolerada pelo Partido Comunista sob a justificativa de incentivar o interesse dos jovens pela ciência e pela tecnologia. No século XXI, essa abertura civil foi desmobilizada e o tema acabou totalmente absorvido pelo Exército de Libertação Popular. Atualmente, a abordagem chinesa foca no uso de inteligência artificial para automação das análises e monitoramento, tratando o assunto sob a ótica de segurança nacional e soberania aeroespacial.

Estratégicas e Cooperação de Poderes Desconhecidos.

A cooperação estratégica contemporânea entre a China e a Rússia, embora formalizada sob o manto de uma parceria sem limites, opera de forma altamente cirúrgica no que tange ao setor aeroespacial de defesa avançada e inteligência. No âmbito dos programas científicos e militares de ponta, as duas nações mantêm canais de compartilhamento técnico voltados para a consolidação de uma infraestrutura que neutralize a hegemonia tecnológica do Ocidente. 

Entre as iniciativas bilaterais ativas, destaca-se a integração e a busca por redundância entre os sistemas de navegação por satélite BeiDou, da China, e GLONASS, da Rússia. Essa sinergia garante a estabilidade de comunicações e o monitoramento preciso de anomalias no espaço profundo e na atmosfera alta, além de fornecer suporte ao desenvolvimento conjunto de sistemas de alerta antecipado contra mísseis balísticos e tecnologias aeroespaciais de sexta geração.

No entanto, o intercâmbio de inovações disruptivas originadas de materiais exóticos ou de engenharia reversa de destroços recuperados esbarra em protocolos rigorosos de segurança e salvaguarda contra o Ocidente. Para evitar que governos estrangeiros interceptem ou tenham acesso a tais avanços, a China e a Rússia aplicam uma estratégia multifacetada de contenção. 

A primeira barreira baseia-se no isolamento geográfico absoluto dos centros de pesquisa, frequentemente instalados em complexos subterrâneos profundos ou em zonas militares de exclusão total localizadas na Sibéria russa e nos desertos do interior chinês, áreas totalmente blindadas contra vigilância por satélites ocidentais através de sistemas de interferência eletrônica ativa e camuflagem quântica de assinaturas térmicas.

A segunda linha de defesa concentra-se no controle estrito da cadeia de suprimentos e no desenvolvimento de tecnologias de uso duplo. As inovações extraídas e compreendidas a partir desses estudos não são aplicadas diretamente em aeronaves comerciais ou produtos visíveis, mas sim fracionadas e diluídas em programas metalúrgicos avançados, no desenvolvimento de novos metamateriais e em softwares de inteligência artificial de circuito fechado. 



Área Secreta da Rússia - A Mescla do Monte Yamantau e Mezhgorye.


Ao pulverizar os componentes de uma inovação em diferentes setores industriais, impede-se que agências de espionagem ocidentais consigam correlacionar os avanços com uma única fonte de origem externa, mantendo as descobertas protegidas sob o disfarce de saltos tecnológicos domésticos convencionais.

Por fim, existe um teto nítido de desconfiança mútua que serve como o último limite de atuação. Mesmo cooperando contra o avanço da inteligência dos Estados Unidos e de seus aliados, a China e a Rússia não compartilham entre si a totalidade de seus segredos mais sensíveis na área de propulsão avançada ou assinaturas físicas exóticas.   

Cada nação gerencia seus próprios laboratórios de compartimentação máxima, nos quais o acesso é restrito a um círculo extremamente reduzido de cientistas e oficiais militares de alta patente. Essa arquitetura de segregação de dados garante que, mesmo na eventualidade de uma quebra de segurança ou deserção de um cientista em um dos países, o segredo central do material recuperado permaneça inviolável e inacessível para o restante do mundo.

Isolamento Geográfico Remoto.

A busca por isolamento geográfico absoluto e imunidade contra a espionagem global levou tanto a China quanto a Rússia a institucionalizarem complexos militares secretos em seus territórios que seguem rigorosamente a mesma lógica de compartimentação e isolamento da famosa Área 51 nos Estados Unidos. Aproveitando-se de suas imensas extensões de áreas inóspitas, desertas ou montanhosas, essas nações construíram verdadeiras fortalezas tecnológicas subterrâneas e bases aéreas restritas para abrigar seus programas mais sensíveis de testes aeroespaciais avançados e análise de materiais de origem desconhecida.

O Equivalente Chinês à Área 51 - O Complexo de Lop Nur.

Na imensidão desértica da região de Xinjiang, no noroeste da China, fica o antigo local de testes nucleares conhecido como Lop Nur. Essa região inóspita e de acesso severamente restrito abriga hoje o complexo aeroespacial secreto mais importante do país, frequentemente apontado por analistas de inteligência como a Área 51 chinesa.

O local conta com pistas de pouso gigantescas em formatos triangulares e hangares massivos projetados para ocultar aeronaves da vigilância por satélite. Investigações detalhadas de inteligência apontam que este campo experimental é a base de operações dos protótipos de sexta geração da China, como as aeronaves experimentais sem cauda J-36 da Chengdu e J-50 da Shenyang, que realizam voos de teste sob absoluto sigilo. Além disso, a infraestrutura abriga extensos túneis e instalações subterrâneas profundas voltados para experimentos de alta energia e, conforme indicam relatórios ocidentais de inteligência espacial, o armazenamento e análise física de detritos aeroespaciais anômalos capturados, distantes de qualquer radar ou monitoramento estrangeiro.

A Fortaleza Subterrânea da Rússia - Monte Yamantau e Mezhgorye.

Do lado russo, a doutrina de preservação de segredos e continuidade estratégica manifesta-se de forma massiva nas profundezas das Montanhas Urais. O coração desse sistema é o Monte Yamantau, uma enorme formação rochosa de quartzo sob a qual o governo soviético iniciou, e a administração russa subsequente expandiu, a construção de um gigantesco complexo subterrâneo. Para dar suporte logístico e manter a exclusividade militar da região, as cidades operacionais vizinhas foram unificadas em uma designação administrativa especial chamada Mezhgorye.

Mezhgorye opera sob o status legal de ZATO, que significa Cidade Fechada. Isso significa que toda a região é uma zona de exclusão total sob controle direto do Ministério da Defesa, sendo completamente proibida para cidadãos estrangeiros e rurais sem credenciais secretas de altíssimo nível. Imagens de satélite demonstram que o complexo subterrâneo de Yamantau possui centenas de quilômetros de túneis fortificados, projetados para resistir a ataques nucleares e pulsos eletromagnéticos. 

Embora as justificativas oficiais variem entre depósitos de tesouros nacionais e postos de comando para cenários de guerra, analistas de inteligência sugerem que as instalações ocultas nos Urais funcionam como o principal centro de compartimentação científica da Rússia, onde são conduzidos estudos metalúrgicos exóticos e engenharia reversa longe dos olhos do Ocidente.

Tanto Lop Nur na China quanto o complexo de Yamantau-Mezhgorye na Rússia cumprem perfeitamente o papel de zonas cinzentas de segurança máxima. Eles oferecem a blindagem territorial e eletrônica necessária para que ambas as nações processem inovações tecnológicas sensíveis e estudem dinâmicas de voo não convencionais extraídas de fenômenos anômalos sem o risco de sofrer interceptações cibernéticas ou físicas por parte de concorrentes ocidentais.

A convergência de esforços entre Pequim e Moscou sinaliza que a corrida pela supremacia tecnológica global não se limita mais aos laboratórios convencionais ou à espionagem industrial tradicional. Ao transformarem regiões inóspitas como Lop Nur e os arredores protegidos de Mezhgorye em fortalezas impenetráveis de experimentação aeroespacial, a China e a Rússia estabeleceram uma barreira geopolítica e eletrônica quase intransponível para o Ocidente. A fragmentação de descobertas exóticas em programas de uso duplo e o silêncio autoimposto garantem que os segredos extraídos dessas tecnologias permaneçam confinados em circuitos fechados de altíssima segurança.

Esse cenário de isolamento e compartimentação máxima redefine as regras da segurança internacional, consolidando uma nova Guerra Fria oculta cujos desdobramentos operam totalmente fora do radar público. Enquanto as potências ocidentais tentam decifrar a extensão real dos avanços alcançados nesses complexos orientais, o verdadeiro alcance do conhecimento assimilado por cientistas russos e chineses continua guardado a centenas de metros abaixo da terra.


GBUcast.


China UAPs Rússia Programas Secretos




Fonte : Grupo Brasileiro de Ufologia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pesquisadores - Formadores de Teorias e Opiniões Científicas e Formais/Informais