
Documentos do SNI e da Aeronáutica Registram Investigação de OVNIs no Pará.
Relatórios confidenciais elaborados pelo extinto Serviço Nacional de Informações e pela Aeronáutica entre o final de 1977 e início de 1978 registraram o monitoramento de objetos luminosos e fenômenos aéreos não identificados na região do litoral do Pará e do Maranhão.
O acervo de oitenta e seis páginas, produzido durante o período militar sob o comando do então chefe do serviço secreto João Batista Figueiredo, detalha o acompanhamento de ocorrências no município de Colares, onde moradores relataram avistamentos de estruturas cilíndricas, luzes em alta velocidade e sintomas físicos resultantes do contato com o fenômeno.

A mobilização militar, denominada Operação Prato, envolveu agentes do serviço secreto, oficiais da Aeronáutica e suporte da Marinha em turnos de vigília noturna.
Os documentos contêm registros cronológicos de observações, croquis ilustrativos e fotografias tiradas pelas equipes de campo, além de apontar a divergência de opiniões e o ceticismo entre os próprios membros das forças sobre a natureza das luzes observadas no espaço aéreo regional.

Cel.Uirangê Hollanda, principal responsável pelas investigações do caso Operação Prato.A divulgação desses papéis oficiais ocorreu após solicitações formais apresentadas pela Comissão Brasileira de Ufólogos com base nos direitos de acesso a informações públicas garantidos pela Constituição.
Além do material relativo à Operação Prato, a liberação incluiu documentos do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não-Identificados criados na década de sessenta, enquanto outros arquivos relativos a episódios mais recentes, como os relatos registrados no município de Varginha em 1996, permanecem mantidos sob sigilo pelas autoridades militares.
O processo de liberação parcial dessas pastas expôs a burocracia governamental e as lacunas no acesso a dados mantidos pelas Forças Armadas. O contraste entre os registros minuciosos da Operação Prato no Norte do país e a ausência de respostas sobre o caso de Varginha demonstra como a gestão de arquivos de segurança pública no Brasil oscilou historicamente entre o interesse científico, o controle de informações e o receio institucional do escrutínio público.
Durante as investigações em Colares e áreas adjacentes, os relatórios militares documentaram efeitos físicos diretos na população, com descrições de queimaduras superficiais, perfurações epidérmicas e sintomas de astenia generalizada.
A coleta de depoimentos junto a pescadores, trabalhadores rurais e autoridades municipais do Pará evidenciou o impacto das luzes na rotina das comunidades ribeirinhas, motivando a presença contínua de oficiais até o encerramento formal das missões de campo.
O histórico de apuração governamental estende-se aos registros do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não-Identificados, criado no final dos anos sessenta. O órgão conduzia entrevistas estruturadas e categorizava as testemunhas com base em critérios psicológicos, produzindo dezenas de ilustrações que refletiam os avistamentos relatados em diferentes estados brasileiros. Essa estrutura formal demonstra que o interesse das instâncias de defesa pelo mapeamento do espaço aéreo antecedeu em anos a realização das operações amazônicas.

A resistência institucional na liberação integral dos acervos remanescentes e a utilização de decretos reguladores de prazos de sigilo continuam a ser objeto de questionamento por entidades civis e pesquisadores. A busca por respostas concretas sobre as ocorrências na Amazônia e no sudeste do país reforça a discussão em torno da consolidação de leis transparentes de acesso à informação pública no território nacional.
Fontes Consultada : Folha de S.Paulo / Jornal Metro - 2009.
Fonte : Grupo Brasileiro de Ufologia - Reformulação 2010 (R).
Belo trabalho além de constar um assunto polêmico deve ser investigado com mais objetivo e do que adianta apenas divulgar arquivos as sombras do descaso.
ResponderExcluirMeu avô conhece um ex agente do sni.
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