terça-feira, 27 de abril de 2010

"Arquivos Secretos no Brasil: Relatórios do SNI Revelam Monitoramento de Luzes no Pará".(R)





Documentos do SNI e da Aeronáutica Registram Investigação de OVNIs no Pará.

Relatórios confidenciais elaborados pelo extinto Serviço Nacional de Informações e pela Aeronáutica entre o final de 1977 e início de 1978 registraram o monitoramento de objetos luminosos e fenômenos aéreos não identificados na região do litoral do Pará e do Maranhão. 

O acervo de oitenta e seis páginas, produzido durante o período militar sob o comando do então chefe do serviço secreto João Batista Figueiredo, detalha o acompanhamento de ocorrências no município de Colares, onde moradores relataram avistamentos de estruturas cilíndricas, luzes em alta velocidade e sintomas físicos resultantes do contato com o fenômeno.



A mobilização militar, denominada Operação Prato, envolveu agentes do serviço secreto, oficiais da Aeronáutica e suporte da Marinha em turnos de vigília noturna. 

Os documentos contêm registros cronológicos de observações, croquis ilustrativos e fotografias tiradas pelas equipes de campo, além de apontar a divergência de opiniões e o ceticismo entre os próprios membros das forças sobre a natureza das luzes observadas no espaço aéreo regional.




Cel.Uirangê Hollanda, principal responsável pelas investigações do caso Operação Prato.

A divulgação desses papéis oficiais ocorreu após solicitações formais apresentadas pela Comissão Brasileira de Ufólogos com base nos direitos de acesso a informações públicas garantidos pela Constituição. 

Além do material relativo à Operação Prato, a liberação incluiu documentos do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não-Identificados criados na década de sessenta, enquanto outros arquivos relativos a episódios mais recentes, como os relatos registrados no município de Varginha em 1996, permanecem mantidos sob sigilo pelas autoridades militares.

O processo de liberação parcial dessas pastas expôs a burocracia governamental e as lacunas no acesso a dados mantidos pelas Forças Armadas. O contraste entre os registros minuciosos da Operação Prato no Norte do país e a ausência de respostas sobre o caso de Varginha demonstra como a gestão de arquivos de segurança pública no Brasil oscilou historicamente entre o interesse científico, o controle de informações e o receio institucional do escrutínio público.

Durante as investigações em Colares e áreas adjacentes, os relatórios militares documentaram efeitos físicos diretos na população, com descrições de queimaduras superficiais, perfurações epidérmicas e sintomas de astenia generalizada. 

A coleta de depoimentos junto a pescadores, trabalhadores rurais e autoridades municipais do Pará evidenciou o impacto das luzes na rotina das comunidades ribeirinhas, motivando a presença contínua de oficiais até o encerramento formal das missões de campo.





O histórico de apuração governamental estende-se aos registros do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não-Identificados, criado no final dos anos sessenta. O órgão conduzia entrevistas estruturadas e categorizava as testemunhas com base em critérios psicológicos, produzindo dezenas de ilustrações que refletiam os avistamentos relatados em diferentes estados brasileiros. Essa estrutura formal demonstra que o interesse das instâncias de defesa pelo mapeamento do espaço aéreo antecedeu em anos a realização das operações amazônicas.




A resistência institucional na liberação integral dos acervos remanescentes e a utilização de decretos reguladores de prazos de sigilo continuam a ser objeto de questionamento por entidades civis e pesquisadores. A busca por respostas concretas sobre as ocorrências na Amazônia e no sudeste do país reforça a discussão em torno da consolidação de leis transparentes de acesso à informação pública no território nacional.



Fontes Consultada : Folha de S.Paulo / Jornal Metro - 2009.










Fonte : Grupo Brasileiro de Ufologia - Reformulação 2010 (R).

2 comentários:

  1. Belo trabalho além de constar um assunto polêmico deve ser investigado com mais objetivo e do que adianta apenas divulgar arquivos as sombras do descaso.

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  2. Meu avô conhece um ex agente do sni.

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