Quais os reais efeitos das abduções ?
O fenômeno das abduções é um dos campos mais complexos da ufologia e da psicologia anomalística, justamente pela natureza contraditória dos relatos. Enquanto alguns indivíduos emergem de tais experiências com sequelas profundas, outros descrevem o que chamamos de "Experiência Transformadora".
Para entender por que as reações são tão opostas, precisamos analisar os fatores biológicos, psicológicos e a própria natureza da interação relatada.
O Declínio : O Peso do Trauma e do Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Para a maioria dos abduzidos, a experiência é descrita como invasiva, amedrontador e sem consentimento. Isso gera um quadro clínico de deterioração que pode ser explicado por.
Estresse Pós-Traumático (TEPT) : O abduzido revive o evento em pesadelos e flashbacks. A sensação de impotência diante de uma inteligência superior fragmenta o ego, levando à depressão, ansiedade crônica e isolamento social.
Deterioração Física por Cortisol : O estado de "alerta máximo" constante mantém os níveis de cortisol (hormônio do estresse) elevados. Isso enfraquece o sistema imunológico, causa fadiga adrenal e pode manifestar doenças psicossomáticas, como problemas digestivos, fibromialgia e distúrbios do sono.
Paralisia do Sono e Terror Noturno : Muitos casos estão ligados a episódios de paralisia do sono recorrentes, que exaurem o indivíduo mentalmente, criando uma aversão ao descanso.
Abordagens científicas (frias) ou existe um ato benevolente nas abduções ?
A Ascensão : Expansão de Consciência e Vitalidade.
No outro extremo, há o grupo que relata curas físicas, aumento de energia e o despertar de habilidades. Esse fenômeno é frequentemente comparado às Experiências de Quase Morte (EQM).
A "Cura Exógena" : Existem relatos (como o caso de John Salter Jr.) onde cicatrizes sumiram ou doenças crônicas foram revertidas após o contato. Na ufologia, especula-se sobre "ajustes biológicos" ou tecnologias de regeneração aplicadas pelos abdutores.
Ativação do Lóbulo Temporal : Estudos de neurociência sugerem que experiências anômalas intensas podem estimular o lobo temporal. Essa área do cérebro está ligada a experiências místicas e à percepção de "presenças". Uma estimulação permanente nessa região poderia resultar em um aumento da intuição ou o que chamamos de paranormalidade (clarividência, telepatia).
Mudança de Paradigma (Metanoia) : Ao perceber que o universo é vasto e que não estamos sozinhos, alguns indivíduos abandonam preocupações triviais. Essa "libertação" psicológica gera um surto de vitalidade e disposição, pois a pessoa passa a viver com um propósito maior.
Por que a diferença entre as pessoas ?
A ciência e a ufologia hipotetiza três razões principais para essa disparidade :
"A Assinatura do Abdutor" :
Alguns pesquisadores sugerem que existem diferentes inteligências operando. Enquanto umas teriam uma abordagem puramente científica e fria (gerando trauma), outras teriam uma abordagem "pedagógica" ou benevolente, focada na evolução do indivíduo.
O Perfil Psicológico do Abduzido.
Resiliência Psíquica : Pessoas com maior flexibilidade cognitiva conseguem integrar a experiência extraordinária em sua visão de mundo sem quebrar. Elas veem o contato como um "chamado", não como uma agressão.
Sensibilidade Eletromagnética : Algumas pessoas são mais sensíveis a campos eletromagnéticos (comuns em relatos de OVNIs). Enquanto em uns isso causa náuseas e danos neurológicos, em outros pode induzir estados alterados de consciência positivos.
A Teoria do "Upgrade" Genético.
Uma vertente mais controversa da ufologia afirma que certos abduzidos seriam "preparados" ou teriam seu DNA alterado para suportar frequências mais altas de consciência, o que explicaria a super-disposição e as habilidades paranormais.
Experimentos de Indução : O "Capacete de Deus" e Além.
O experimento que você mencionou anteriormente refere-se ao trabalho de Michael Persinger. Ele utilizou um dispositivo (apelidado de God Helmet) para aplicar campos magnéticos fracos nos lobos temporais de voluntários.
O Resultado : Os indivíduos relatavam a "presença sentida" de seres na sala, visões de túneis de luz e, em alguns casos, experiências de saída do corpo.
Alguns abduzidos relatam experiências por hipnose de forma traumáticas e outros um alto conceito de evolução.
A Conexão com Abduções : A ciência sugere que, se uma tecnologia externa (ou fenômeno geológico) puder focar ondas eletromagnéticas em áreas específicas do cérebro, ela pode induzir uma experiência de abdução completa, onde o indivíduo "vive" a cena enquanto seu corpo físico permanece estático. Isso explicaria por que muitos relatos ocorrem no quarto, em estado de relaxamento.
Bloqueio de Memória: "Amnésia por Disrupção de LTP".
Uma teoria pouco explorada fora de círculos acadêmicos restritos é que a confusão de memória não é apenas um trauma psicológico, mas uma intervenção neuroquímica.
A memória de longo prazo depende de um processo chamado Potenciação de Longa Duração (LTP). Para que um evento traumático seja esquecido (ou se torne "nevoa mental"), seria necessário interferir nos receptores de glutamato no hipocampo no momento do evento.
A "Memória de Tela" (Screen Memory) :
Se a memória real é muito perturbadora para a biologia humana, o cérebro (ou o indutor) pode sobrepor uma imagem banal (como uma coruja ou um animal) sobre a memória real. Médicos observam que, ao tentar acessar a memória, o paciente sofre de cefaleias intensas ou náuseas, sugerindo que há um bloqueio fisiológico protegendo o sistema nervoso de um "colapso por sobrecarga" de dados sensoriais impossíveis de processar.
O Conceito de "Tempo de Falta" como Processamento Paralelo.
Em vez de apenas "tempo perdido", alguns pesquisadores de fronteira sugerem que o cérebro do abduzido entra em um estado de processamento paralelo.
Enquanto a consciência 3D "apaga", o subconsciente estaria operando em uma frequência de onda Gama (acima de 40 Hz). Isso explicaria por que, após o evento :
Melhora Radical : O cérebro passou por uma "desfragmentação". Como um computador que recebe um novo sistema operacional, as sinapses são reorganizadas, eliminando fobias antigas e aumentando a disposição.
Deterioração : Se a fiação neural do indivíduo não suportar essa "voltagem" de processamento, ocorre o burnout neurológico, levando a doenças autoimunes e ao declínio mental.
Biofotônica e Comunicação Celular.
Uma teoria inovadora sugere que a indução não é apenas mental, mas celular. Nossas células emitem biofótons (luz ultrafraca).
Se os relatos de "luzes intensas" durante abduções forem reais, essa luz poderia atuar como um mecanismo de transferência de informação quântica diretamente para o DNA. Isso explicaria a paranormalidade: o indivíduo não "aprendeu" algo, ele foi "reprogramado" em nível celular, tornando-se sensível a frequências que antes eram invisíveis para ele.
A sobrevivência da Terra irá depender da evolução dos abduzidos ?
Por que as memórias são "confusas" propositalmente ?
A medicina psicossomática sugere que, se o cérebro retivesse 100% da nitidez de uma experiência que desafia as leis da física (como atravessar paredes ou ver seres não biológicos), o resultado seria uma psicose irreversível. A confusão mental e o esquecimento seriam, portanto, um mecanismo de sobrevivência biológica - uma proteção para manter a integridade da identidade do indivíduo na sociedade.
O Neurofeedback : A "Chave Digital" da Memória Oculta.
Diferente da hipnose, que pode ser contaminada pela sugestão do terapeuta, o "Neurofeedback de Alta Resolução", foca no monitoramento em tempo real das ondas cerebrais. A teoria é que a memória da abdução não foi apagada, mas "arquivada" em uma frequência cerebral que o indivíduo não acessa no estado de vigília normal (geralmente em ondas Teta ou Gama específicas).
Como funciona : O indivíduo é treinado para replicar o estado cerebral exato em que estava durante o "tempo perdido". Quando o cérebro atinge essa frequência, os bloqueios neuroquímicos (aquelas barreiras de glutamato que mencionamos) podem ceder, permitindo que a memória flua sem o filtro do medo.
A Vantagem Médica : Isso evita a "confabulação". O paciente não está sendo induzido a imaginar; ele está sendo ensinado a reabrir um canal neural que foi selado. Isso explica por que alguns, ao recuperarem a memória dessa forma, não sofrem o colapso mental: o processo é controlado e biológico, transformando o trauma em dado consciente.
A Fronteira da Biologia e do Desconhecido.
Ao analisarmos por que a experiência de abdução é o "Céu" para uns e o "Inferno" para outros, chegamos a uma conclusão que exige tanto abertura mental quanto cautela científica :
O fenômeno da abdução parece atuar como um catalisador biológico. Ele não é um evento neutro; ele interage com a "fiação" pré-existente do indivíduo.
A Deterioração ocorre quando a experiência (seja ela física, eletromagnética ou psíquica) excede a capacidade de processamento do sistema nervoso. O corpo entra em um estado de rejeição ao trauma, manifestando doenças e colapso mental como uma forma de protesto contra uma realidade que não consegue integrar.
A Evolução e Paranormalidade surgem quando o sistema nervoso do indivíduo possui o que chamamos de "plasticidade sináptica elevada". Nesses casos, o choque do contato não quebra o indivíduo, mas o "força" a se expandir. As habilidades paranormais seriam, sob esta ótica, subprodutos de um cérebro que foi forçado a operar em frequências mais altas para sobreviver à experiência.
Embora a ciência global ainda relute em aceitar a origem externa desses relatos, é impossível ignorar que algo real acontece com o organismo dos envolvidos. Seja uma tecnologia exógena manipulando nosso DNA e consciência, ou um fenômeno neurobiológico ainda não mapeado, o abduzido é uma testemunha viva de que a mente humana possui camadas de resiliência e percepção que mal começamos a explorar.
A cautela nos diz para não aceitar cada relato como verdade absoluta, mas a curiosidade científica nos obriga a admitir - para aqueles que retornam "melhores" e "mais fortes", a abdução não foi um crime, mas um despertar forçado.
Fonte : Grupo Brasileiro de Ufologia.




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